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O Presidente da Associação Brasileira de Franqueados – Asbraf, Raul Canal, afirma que “As incertezas que estamos vivendo nos últimos meses com a Pandemia Covid – 19 (Coronavírus), que surgiu na China em março deste ano com altíssima capacidade de transmissão e que já se espalhou por mais de 200 países, colocando um terço da população mundial em confinamento para evitar o colapso de atendimento dos sistemas de saúde em todos os continentes, exigem a adoção de medidas emergenciais que contribuam para a minimização de situações de riscos indesejáveis que impactarão em todos os setores da economia nacional, com conseqüências diretas no sistema de franchising brasileiro.”

 

Indicadores socioeconômicos divulgados por confederações, associações, institutos de pesquisas e entidades que operam nos setores de comércio e serviços, demonstram que cerca de 5 milhões de empreendimentos no país, são responsáveis diretos por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB), pela manutenção de 26 milhões de empregos diretos com carteira assinada, contribuindo com cerca de  70% dos recolhimentos de tributos e encargos sociais 

As projeções de  cenários no curto e médio prazo indicam que todos os setores da economia do país, sofrerão com os impactos do pós Covid – 19, e as  redes de franqueadores que atuam nos principais segmentos nos setores de Alimentação; Casa e Construção; Comunicação, Informática e Eletrônicos; Entretenimento e Lazer; Hotelaria e Turismo; Limpeza e Conservação; Moda; Saúde, Beleza e Bem Estar, Serviços Automotivos, Serviços e Outros Negócios, Serviços Educacionais,  terão que adotar novos modelos de negócios e de gestão e de investimentos em tecnologia e inovação, que permitam aos franqueados operarem suas unidades em conformidade com as novas tendências, pós Covid – 19, do mercado e do varejo, representadas por novos comportamentos de consumo, meios digitais de comercialização e gestão de relacionamento com clientes.

 

De acordo com a Pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Sebrae, entre os dias 3 e 7 de abril, 600.000 (seiscentas mil) microempresas fecharam suas atividades por conta do isolamento social, o que ocasionou o fechamento de cerva de 9.000.000 (nove milhões) de postos de trabalho . A pesquisa revela variáveis determinantes para  a sustentabilidade e competitividades dos pequenos negócios per e pós Pandemia Covid – 19 (Coronavírus). 58,9% dos 6.080 empreendedores entrevistados informaram a interrupção ou o fechamento definitivo de suas operações. 87,5% destacaram significativa queda no faturamento mensal com desequilíbrio direto no fluxo de caixa, que na média dos entrevistados, permite manter os compromissos, principalmente da folha de pagamento, durante 23 dias.

 

Aplicando-se o percentual de 18% dos empresários que, segundo a pesquisa do SEBRAE, demitiram funcionários no curto período de 24 de março a 07 de abril 2020 (15 dias), no universo das 35.901 unidades franqueadas que operam nos 577 Shopping Centers existentes no país, estima-se que  6.462 lojas franqueadas demitiram cerca de 38.772 trabalhadores (média de 6 empregados por empresas para cumprimento de turnos de trabalho, feriados e domingos) e fecharam suas operações. Esses 577 empreendimentos de negócios coletivos, empregam nas 105.592 lojas, das quais 95% são micro e pequenas empresas, 1.102.172 pessoas  e faturam anualmente (R$) 192,8 bilhões.

 

Fundo de Aval para às Micro e Pequenas Empresas (Fampe)

 

59,2% dos empreendedores que participaram da pesquisa informaram que desde o início da crise Coronavírus, tiveram seus pedidos de crédito negados pelo sistema financeiro nacional pela falta de garantias. A pesquisa confirma a importância da decisão estratégica do SEBRAE nos próximos três meses, de destinar pelo menos 50% da sua arrecadação, para ampliar o crédito aos pequenos negócios. A operação de socorro deve começar com R$ 1 bilhão em garantias, o que viabilizará a alavancagem de aproximadamente R$ 12 bilhões em crédito para pequenos negócios.

 

“Um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios ao crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. Nesse sentido, o Fampe funciona como um salvo-conduto, que vai permitir aos pequenos negócios, incluindo até o microempreendedor individual, obterem os recursos para capital de giro, tão necessários para atravessarem a crise provocada pela pandemia do Coronavírus, mantendo os negócios e os empregos”, explica Carlos Melles, Presidente do SEBRAE.

 

A Asbraf no cumprimento de sua missão de fortalecer o desenvolvimento sustentável do sistema de franquia empresarial brasileiro e defender os interesses, ideais e objetivos econômico-sociais das 160.958 unidades franqueadas em operação no país responsáveis, segundo a Associação Brasileira de Franchising – ABF no ano de 2019,  pela geração de 1.358.139 empregos diretos e o faturamento de 186.755 bilhões, manifesta seu apoio às medidas do Governo Federal na retomada da atividade econômica com a reabertura do setor produtivo, do comércio e serviços e escolas, aliada a flexibilização planejada do isolamento horizontal, por meio da implementação de protocolos de segurança para a população contra a Pandemia COVID – 19 (Coronavírus).

 

Acesse o link e conheça a pesquisa O Impacto da pandemia de corona vírus nos Pequenos Negócios – 2ª edição

https://respostas.sebrae.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Impacto-do-coronav%C3%ADrus-nas-MPE-2%C2%AAedicao_segmentos_v5.pdf

Fonte: Agência Sebrae de Noticias

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